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Munique Alemanha
Arte, história e diversão. Munique é considerada a
mais charmosa cidade da Alemanha. Importante pólo cultural, a capital da
Bavária abriga os mais diversos estilos arquitetônicos, do gótico ao
neoclássico e do barroco ao pós-moderno, além de diversos museus,
igrejas, bares, palácios. Enfim, novidades e antigüidades para todas as
exigências, que podem ser apreciadas entre um e outro gole de cerveja, a
melhor do país.
O nome da cidade tem origem religiosa. Há mais de 12
séculos, os monges (Mönchen em alemão) chegaram às margens do rio Isar
e ali ficaram. Em 1158, a cidade foi fundada pelo duque Henrique, o Leão,
e pouco depois passou a ser controlada pelos Wittlesbach, a família real
bávara, que ficou no poder de 1180 a 1918. Desde 1503 Munique é capital
do Estado da Baviera e hoje é a terceira cidade mais importante do país,
com população em torno de 1,3 milhão de pessoas. Grande parte do que se
vê hoje na cidade, dos palácios às obras de arte, é herança da
dinastia Wittlesbach - incluindo os 45% das edificações que foram
reconstruídas depois da 2ª Guerra.
O centro tem uma grande área destinada aos pedestres.
Nela, estão pontos históricos e tradicionais, desde restaurantes e
butiques de moda requintadas até igrejas e antigas construções. É
também onde fica Marienplatz, a praça central, Viktualienmarkt, um
conhecido mercado aberto, e Frauenkirche, a mais famosa igreja da cidade.
Frauenkirche é um dos principais marcos da cidade. Ali perto está
Residenz, a residência oficial da família Wittelsbach por quatro
séculos (de 1385 a 1918), hoje museu, sala de concertos, teatro e Casa do
Tesouro Real.
Mas o ponto central de Munique é a Marienplatz. A
praça já foi palco de momentos importantes da história bávara, de
execuções e de torneios entre cavaleiros. Ali está a sede da prefeitura
da Cidade Nova (Neues Rathaus), de cuja torre tem-se uma vista panorâmica
da região e em torno da qual ficam os turistas que param para ver o
carrilhão passar, quatro vezes ao dia. No mesmo local está a Alte
Rathaus, antiga sede da prefeitura, reconstruída em 1975 e que hoje
abriga o Museu dos Brinquedos.
Nessa mesma praça acontece, em dezembro, a
Christkindlmarkt, uma feira de natal com tudo para lá de típico, da
comida à decoração. Ali pertinho, na Mariahilfplatz, acontece, em
abril, julho e outubro, outra feira importante. A Auer Dult é um mercado
de pulgas que dura oito dias e tem tradição de mais de seis séculos.
Lá se encontra de tudo. Jóias, temperos, antigüidades, roupas e
utensílios domésticos são apenas alguns exemplos do que se pode comprar
na feira, repleta também de atrações para as crianças.
Para se locomover, utilize as próprias pernas. Dessa
forma é possível conhecer grande parte da cidade, desde museus até o
Estádio Olímpico, utilizado para as apresentações do Bayern, orgulho
futebolístico local. Se a preguiça bater, tudo bem: há uma extensa rede
de metrô em Munique, criada para dar mais infra-estrutura à cidade na
Olimpíada de 1972, e linhas de ônibus e bondes que servem as localidades
não atingidas pelo metrô.
Através dela (e somente se as pernas faltarem, pois
realmente vale a pena andar pela cidade), é possível chegar, por
exemplo, a Schwabing, onde fica a Universidade de Munique. Localizado ao
norte do centro, o bairro tem uma infinidade de bares nas calçadas, além
de danceterias que concentram a grande agitação noturna local. Há cerca
de cem anos, a turma que gostava de agitar em Schwabing tinha um perfil
bem diferente dos jovens que hoje vão para lá em busca de diversão.
Eram escritores e artistas como Thomas Mann, Paul Klee e Kandinsky.
Do lado leste de Schwabing está o English Garten. Com
uma uma das maiores áreas verdes da Europa, tem espaços para banho de
sol (inclusive para nudistas) e vários "jardins da cerveja",
que só abrem quando o tempo está bom e servem a bebida a rodo. Munique,
aliás, é o lugar onde está a maior concentração de jardins da cerveja
no mundo - são quase 40, na cidade e arredores.
No noroeste de Munique fica o Palácio Nymphenburg, o
antigo palácio de verão da família real e o maior em estilo barroco na
Alemanha. A estrutura gigantesca (são 570 metros de comprimento) começou
a ser erguida em 1664 e só ficou pronta um século depois. Em seu
interior, visite o Salão das Pedras, repleto de esculturas em gesso e
afrescos, e a Galeria das Belezas, com retratos de belas mulheres
encomendados pelo rei Ludwig. O jardim do palácio também tem seus
atrativos, como cascatas, lagos e esculturas feitas com a vegetação.
Na terra da cerveja, chega a ser uma heresia não tomar
o líquido dourado. Além de Schwabing (as ruas mais agitadas são a
principal, Leopoldstrasse, e suas paralelas mais próximas) e dos jardins
da cerveja, há outros locais, com perfil mais noturno, ideais para secar
canecas e mais canecas. Vá direto à cervejaria mais famosa do mundo: a
HofbrEuhaus, na Platzl 9, tem mais de quatro séculos e um clima que evoca
a mais pura tradição bávara.
Já o Alt-Schwabinger Wirthaus atrai um público mais
velho do que os outros bares, apostando em jazz e flash-backs, enquanto o
atrativo do Haus der 111 Biere são as 111 variedades de cerveja
disponíveis na casa.
A uma pequena distância do centro estão diversos
museus. O Stadtmuseum é o principal e abriga peças relacionadas à
história da cidade. Tem uma famosíssima coleção de marionetes e
apetrechos utilizados nesse tipo de performance teatral, além de uma
seção dedicada à fotografia e outras a armas, instrumentos musicais e,
claro, cerveja.
O Deustches Museum é um museu tecnológico. Física,
escrita, impressão, navegação, veículos e até instrumentos musicais
são os assuntos de seus 30 departamentos. Lá, é possível ver vários
"primeiros": o primeiro Mercedes Benz, a primeira chapa de
raio-x, o primeiro submarino alemão. O museu é realmente imenso: para
ver tudo, você andará aproximadamente 16 quilômetros. Muito do que
está exposto ali pode ser manipulado, transformando a visita numa
deliciosa aula-brincadeira.
Já na Neue Pinakothek, nem pense em tocar nas peças.
A pinacoteca tem uma coleção que privilegia os artistas do final do
século 18 e do século 19 das mais variadas vertentes, desde
impressionismo e simbolismo a art nouveau. No acervo, Goya, Rodin, Renoir,
David, Degas, Cézanne, Van Gogh, Gauguin e muitos outros, acolhidos num
prédio construído em 1981 para substituir o que foi destruído na 2ª
Guerra.
Em frente à Neue Pinakothek, está a Alte Pinakothek.
Sediada num palácio construído entre 1826 e 1836 em estilo renascentista
veneziano, tem um acervo reunido a partir do século 16 pelos Wittenlsbach.
Dele fazem parte obras da Idade Média ao século 19 em que destacam-se
autores como Leonardo, Raphael, Velázquez, Rembrant e a maior coleção
de Rubens do mundo.
Obras de arte para os aficcionados em carros, o BMW
Museum certamente vale uma visita. A forma do prédio, prateado, lembra
uma tigela. Em seu interior, diversos exemplares de carros e motos da
marca, além de vídeos e slides que contam a história do automóvel.
Destaque para o sistema que permite ao visitante criar sua própria BMW.
Outros museus que merecem visita são o Glyptothek, com
uma das mais significativas coleções de esculturas romanas e gregas da
Europa, o Antikensammlunge, que possui uma preciosa coleção de
antigüidades, e o Lenbachhaus, cujo acervo é dedicado aos artistas da
cidade. (MPO)
Dizem que comer em pé faz mal. Mas não para o bolso,
principalmente em Munique. Vale a pena, pela experiência e pelo preço,
fazer uma refeição numa Imbiss, uma lojinha ou barraca onde se vende
desde a mais tradicional salsicha até pizzas. Elas se concentram na parte
antiga da cidade e vendem também bebidas a preços camaradas.
Em Munique há frutas, verduras e legumes. Mas esqueça
seu lado natureba e caia de boca na culinária bávara, que inclui joelho
de porco com chucrute, frango assado, leberkes e salsichas variadas.
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