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Moscou Rússia
Se tivesse só o Kremlin e os edifícios ao redor da Praça Vermelha,
Moscou já seria uma cidade imperdível para qualquer turista. Mas há
mais. Partindo da praça, deixe a Catedral de São Basílio para trás e
entre na Varvarka Ulitsa, pequena rua que é a entrada da área chamada de
Kitay-Gorod. Na tranqüila via, alinham-se três construções que são
verdadeiros tesouros: o Monastério da Manifestação, com sua catedral
vermelha de cinco domos, erguido em 1681, e as Igrejas de São Jorge
(1657) e de São Máximo (do século 18). No fim da rua está a Staraya
Ploshchad, perto de onde fica a Igreja da Trindade em Nikitniky, do
século 17.
Voltando à Praça Vermelha e seguindo em frente, você chega à
Nikolskaja Ulitsa, que leva ao Bolshoi Theatre, na Teatralnaja Ploshchad.
Construído em 1856, é o endereço para ver as apresentações do
renomado grupo de balé. Outros passeios interessantes são uma caminhada
pela mais movimentada rua da cidade, a Tverskaja, e também uma volta por
alguns dos grandes parques, como o Alexander Garden, o Izmaylovo Park, o
Victory Park e, talvez o mais famoso de todos, o Gorky Park. Neles,
observando as famílias moscovitas curtindo o sol, você pode sentir um
pouco mais do russian way of life.
Repare como as menininhas são vestidas como bonequinhas. E não se
surpreenda: num dia de sol, os homens tiram as camisas e as mulheres
(mesmo as mais velhas) deitam na grama, sobre seus vestidos, usando apenas
a roupa de baixo. Mas não espere nada erótico. São apenas três meses
por ano de tempo bom e pelo menos seis de muito (muito) frio. Então, um
dia quente nunca é desperdiçado pelo russo.
O Alexander Garden, perto das muralhas do Kremlin, possui ainda outra
atração: o novo boulevard, cheio de restaurantes do tipo fast-food. Ele
fica anexo à Manezh Ploshchad, onde há um shopping subterrâneo de três
andares. Tudo isso criou ali um "centro de azaração" da
juventude local, que toma o lugar no fim da tarde e noite adentro. As
casas noturnas da cidade são extremamente caras. Só os filhos dos
novos-ricos do pós-comunismo podem freqüentá-las.
No Izmaylovo Park ocorre o mais animado "mercado de pulgas"
de Moscou. Vale uma visita também ao novo Victory Park, representante da
moderna Rússia. Construído depois do comunismo, foi aberto em 1995 para
comemorar os 50 anos da derrota do nazismo, na Segunda Guerra Mundial.
Nenhum outro povo perdeu tantas vidas na luta contra o exército de Hitler
quanto o russo. Esse sacrifício é lembrado no Victory.
História
1147 - Fundação de Moscou, pelo príncipe Yuri Dolgoruky, embora
existam referências a um povoado no local já no século 10. Desde
então, a cidade cresceu, assumindo o título de capital, que só perdeu
entre 1712 e 1918, quando assumiu essa posição São Petersburgo, criada
pelo czar Pedro, o Grande.
1812 - Napoleão ocupou a cidade, em setembro, mas descobriu que os
russos haviam incendiado seus principais prédios, incluindo o Kremlin, e
os armazéns onde os franceses poderiam reabastecer. Incapaz de permanecer
em Moscou, sem acomodações em pleno inverno, se retirou com suas tropas
duas semanas depois - e isso se tornou a sua grande derrota.
1941 - Na Segunda Guerra Mundial, os exércitos nazistas invadiram a
pátria russa. O ataque começou em junho, e eles alcançaram o subúrbio
moscovita de Chimki no início de dezembro. Atualmente nesse lugar existe
um monumento que mostra o mais perto que os alemães chegaram de
conquistar a cidade. Dali, foram obrigados a recuar e, numa série de
ferozes batalhas, os russos acabaram selando a derrota de Hitler.
1991 - Também foi em Moscou que, em agosto, o povo e militares
reformistas derrotaram a tiros uma tentativa de golpe comunista contra o
líder reformista soviético Mikhail Gorbachev. O fracasso do golpe,
porém, selou o destino da então poderosa União Soviética. Em 31 de
dezembro daquele ano, a bandeira soviética era retirada do Kremlin.
Moscou deixava de ser a capital da União Soviética e voltava a ser a
capital da Rússia.
Dicas
Traslado para o hotel: a área de veículos do Aeroporto Internacional
de Moscou, o Sheremetyevo, costuma ser caótica; Peça à agência de
viagens um guia no desembarque e os traslados de chegada e de saída.
Transporte: o metrô é excelente e pode levá-lo a qualquer parte da
cidade; use-o sem medo, mas sempre com o guia nas mãos, para ler o nome
das estações.
Clima: por mais românticos que pareçam os cartões-postais do Kremlin
com neve, evite o inverno; a melhor época para visitar a cidade é o
verão, de julho a setembro, para andar pelas ruas - lembre que essa
estação lá é quente, com temperaturas de até 30°C.
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