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Los Angeles Estados Unidos
O tour começa pela explicação das nove letras
brancas - Hollywood - cravadas num monte nos arredores de Los Angeles.
Provavelmente, o letreiro mais famoso do mundo. Construído em madeira em
1923, inicialmente tinha mais quatro letras - Hollywoodland -, que foram
retiradas em 1949. Para a sorte e a fama de Los Angeles, 30 anos mais
tarde as letras foram recolocadas e iluminadas com mais de 4 mil luzes.
Hoje, a marca registrada da capital das produções
cinematográficas pode ser vista de vários pontos da cidade. Mas só sob
a luz do sol, pois as letras perderam sua iluminação noturna depois que
moradores reclamaram que a forte claridade vinda do letreiro atrapalhava o
sono da população.
Um dos lugares estratégicos para uma foto da
"assinatura" é na frente do Hollywood & Highland, o mais
novo complexo de entretenimento da cidade. Lá, as enormes letras ficam
emolduradas pelo grande portal em estilo egípcio. Só os mais atentos ou
aqueles que foram avisados por guia local pegam essa sacada.
Depois dos cliques, a dica é tomar algumas horas para
conhecer o complexo onde fica o Kodak Theatre, sede do Oscar. Diante dele,
outra atração: o El Capitan Theatre. No prédio de art déco
sobrepõem-se néons coloridos. Impossível não reconhecê-lo. É o
antigo cinema que hoje pertence à Disney. Lá ocorrem as pré-estréias
mundiais dos filmes da companhia, com direito a apresentações ao vivo
dos personagens. Tarzan, Rei Leão, Pocahontas, entre vários outros,
foram lançados nas suas telas.
Continue andando, há muito mais para ser visto.
Esqueça a pressa e redobre a atenção para não perder nenhum detalhe. A
começar pelo chão. Sim, pois passeando pela Hollywood Boulevard você
estará pisando em nada menos que 2.200 estrelas de mármores que formam a
célebre Calçada da Fama, desde 1960.
Não se iniba em se agachar para tirar uma foto ao lado
dos nomes de ídolos do cinema, da música e do teatro. Dizem que para
manter as estrelas tinindo a calçada é limpa seis vezes ao dia, todos os
dias da semana. A campeã de flashes é a da musa Marilyn Monroe, próxima
do número 6.700 da avenida. Até personagens de desenho, como o
simpático Mickey Mouse, têm vez por lá.
O que pouca gente sabe é que aqueles astros que querem
ter seu nome imortalizado na Calçada da Fama têm de pagar uma taxa de
US$ 15 mil para a Câmara de Comércio, depois de ter sido escolhido. Cada
um faz o que pode para arrecadar a salgada quantia. O esforço mais famoso
é o do caso de Liza Minelli. Seu fã-clube vendeu bolinhos caseiros para
ajudar a estrela.
Agachar também é a regra de outra atração da
Hollywood Boulevard: o Grauman's Chinese Theatre. Sua imponente porta é
emoldurada com adornos chineses e dragões praticamente ignorados pelos
turistas. O que vale ali é o chão, ou melhor, os blocos de cimento - com
pés, mãos e assinaturas de famosos gravados neles - que ficam no pátio
do palácio.
Desde o primeiro bloco de Mary Pickford, em 1927, os
astros foram tantos que já não há mais lugar onde colocá-los. A
solução? Encaixar os quadrados de cimento em bases removíveis. Assim,
quem perde a fama tem seu bloco retirado do pátio e guardado,
cuidadosamente, dentro do Chinese Theatre. Bem, nesse mundinho da fama
nunca se sabe quando uma estrela volta a brilhar nas telas de cinema. De
quebra, depois das fotos, você pode conhecer o interior do teatro pagando
US$ 10 para assistir a um filme.
Como um pouco mais de história não faz mal a
ninguém, vale ir até o Roosevelt Hotel, um dos únicos da época áurea
de Hollywood que ainda funciona. E não está decadente. O preferido de
Charles Chaplin na cidade, por sinal.
Se não ficar hospedado lá, entre para conhecer o
Blossom Room, onde foi realizada a primeira cerimônia do Oscar, em 1929.
Apenas 250 pessoas participaram e o suspense habitual não fez parte da
festa: os ganhadores já tinham sido avisados meses antes.
O bar do hotel é uma atração à parte. Além de show
de jazz e ambiente aconchegante, ele foi cenário para a sexy cena em que
Michelle Pfeiffer canta num piano em "The Fabulous Baker Boys".
Inúmeros museus curiosos e lojinhas que vendem
souvenirs relacionados com o cinema e com o Oscar, como estatuetas para
"a melhor mãe", "o melhor namorado", completam o
passeio. Há museu de cera com réplicas de famosos (Wax Museum), museu do
Guinness Records, de coisas bizarras (Ripley's Believe It or Not!) e,
claro, sobre a história do cinema (Hollywood Entertainment Museum e
Hollywood History Museum). Tudo reunido em poucos quarteirões.
Pode-se fazer o percurso, a pé, sem guia e sem o menor
problema. Néons e grandes letreiros, bem ao estilo hollywoodiano fazem
com que os turistas não tenham chance de se perder. Sem um tour guiado,
porém, perdem-se histórias e fofocas tão ou mais interessantes que os
próprios lugares. Afinal, é bom não perder nenhum detalhe, pois, como
avisa o guia, "em Hollywood, tudo é um set de filmagem".
Silêncio absoluto. O envelope se abre e a tão
esperada frase ecoa pela platéia e nas mais de um bilhão de tevês de
telespectadores do mundo todo. "And the Oscar goes to..."
Impossível não imaginar esta cena quando se está sobre o palco do Kodak
Theatre, a nova casa do Oscar. A emoção é tanta que nem a falta de
cenário e de música ambiente nem as poltronas vazias atrapalham a
fantasia.
Os mais extrovertidos até arriscam um pequeno discurso
improvisado em voz alta agradecendo o prêmio sob os discretos aplausos do
resto do grupo. Após a polêmica edição deste ano, certamente não
faltará quem aproveite para imitar críticas à decisão unilateral de
atacar o Iraque.
Subir ao palco do majestoso teatro de Los Angeles, que
desde o ano passado se tornou o endereço da premiação da Academia de
Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, é apenas uma pequena
parte do tour. Aberto à visitação desde seu primeiro aniversário de
funcionamento, em novembro de 2002, o Kodak Theatre já recebeu centenas
de visitantes.
Para muitos, a experiência vale somente por estar
debaixo do mesmo teto e pisar no mesmo chão que seus ídolos de
Hollywood. Pois todos sabem que estar lá na noite da premiação é quase
impossível. Só mesmo com convites, limitados aos 3.500 lugares do teatro
e à enorme lista de famosos, que aspiram ansiosos a uma vaga.
É pelo imponente portal amarelado do teatro,
localizado de frente para a consagrada Hollywood Boulevard, que começa a
aventura pela casa do Oscar. Tem até tapete vermelho na entrada - não
tão comprido como o usado na noite da premiação, claro, mas dá para
causar certa emoção. Cabeça erguida enquanto se caminha por cima dele.
Não por orgulho de estar lá, mas para apreciar com
atenção as colunas iluminadas. Em cada uma delas, a data e o título dos
filmes que já ganharam a estatueta dourada de melhor produção do ano
desde o início da premiação. Estão lá: "Ben-Hur",
"E.T., o Extraterrestre" e "Titanic", só para citar
alguns. E, como tudo em Hollywood é feito para durar, há colunas em
branco, esperando os vencedores das próximas cinco décadas pelo menos.
Dentro do Kodak Theatre tudo cheira a novo e a glamour.
Nas paredes dos quatro andares do hall central, 26 painéis com fotos em
preto-e-branco lembram os turistas sobre alguns dos melhores momentos das
entregas do Oscar de todos os tempos. Grace Kelly, Marlon Brando, Jack
Nicholson e Julia Roberts estão entre os escolhidos.
Mas todo o luxo do teatro só ganha brilho total na
noite da maior festa do cinema e de outras grandes celebrações, como o
Grammy Latino, também realizado lá. Mesmo assim, o turista sai de lá
com algumas curiosidades esclarecidas, como saber que alguns atores que
chegam cedo ao teatro fazem questão de sair escondido pelas portas do
fundo e não abrem mão de fazer o ritual de chegada: sair da limusine
sorrindo, andar pelo extenso tapete vermelho, ser entrevistado e entrar
pela porta da frente. Excentricidades de estrela.
Curioso é entrar no George Eastman Room, um lounge
dentro do teatro só para vips. O nome dado ao requintado bar é uma
homenagem ao fundador da Kodak, que tem lá uma das oito estátuas que a
Eastman Kodak Company ganhou. Por receber apenas os tops das celebridades,
vidros especiais embaçam dependendo do ângulo de quem está do lado de
fora para manter a discrição do ambiente. Dizem que Tom Hanks e Steven
Spielberg adoram tomar alguma coisa por lá. Fora das grandes
comemorações, o lounge só abre para festas particulares.
Antes de sair do Kodak Theatre, descobre-se ainda um
corredor quase secreto, camuflado por cortinas, onde os ganhadores vão
depois de receber o prêmio e antes de enfrentar os jornalistas na
coletiva de imprensa pós-Oscar. "É o lugar onde eles podem gritar,
pular e comemorar como quiserem sem serem vistos", comenta uma
funcionária do teatro.
Perto dali, fotos revelam como é a decoração do
exclusivíssimo jantar para 1.650 pessoas, que ocorre após a cerimônia.
Para a inveja dos demais, apenas indicados e vencedores podem participar.
No final da visita, fica apenas uma decepção: a de
sair de lá sem a estátua dourada nas mãos ou um autógrafo de algum
famoso do mundo do cinema. O consolo maior é esperar pela noite do Oscar
para apontar na tela da tevê o tapete vermelho que você pisou, o grande
portal por onde você passou e o astro que está bem na cadeira em que
você sentou.
Duas enormes colunas com desenhos egípcios sustentam
estátuas de dois elefantes brancos. Ao lado, um enorme portão de 300
metros de altura com alguns desenhos que mais parecem hieróglifos. Em
volta, um pátio e um enorme complexo que inclui um centro comercial,
salas de cinema, restaurantes, boates e até um hotel e uma estação de
metrô, que leva até o Universal Studios de Hollywood e ao centro de Los
Angeles.
O cenário - uma reprodução de "Intolerance",
um filme de D.W. Griffith feito em 1916 - chama a atenção de qualquer um
que passa pela Hollywood Boulevard, quase esquina com a Highland Avenue. E
não é para menos. O centro de entretenimento, onde fica o célebre Kodak
Theatre, foi construído para brilhar no coração da cidade do cinema.
Batizado pelos nomes das duas grandes avenidas de Los
Angeles, o pomposo Hollywood & Highland trouxe de volta o glamour às
ruas de Hollywood, que desde as décadas de 50 e 60 estavam abandonadas.
Para aguçar a curiosidade de todos, depoimentos
espalhados pelo chão do complexo contam como atores, diretores e
produtores alcançaram a fama. As curiosas histórias estão lá, aos pés
dos visitantes, mas os autores são mantidos em segredo.
Tudo ali lembra grandiosidade. São mais de 70 lojas de
grifes como Louis Vuitton. Para comer, oito restaurantes - de culinária
italiana à japonesa. Isso sem falar nos cafés, lanchonetes, pizzarias..
Duas casas noturnas agitam as noites por lá e, para aqueles que não
perdem a chance de ficar no escurinho, seis salas de cinema. Para
completar, o luxuoso Renaissance Hollywood Hotel.
Além de todos esses atrativos reunidos num só ponto,
o Hollywood & Highland tem uma vantagem que faz com o seu hotel, suas
lojas e casas noturnas fiquem ainda mais visadas pelos turistas: a
localização. Está rodeado pelos principais pontos turísticos de
Hollywood.
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