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Galápagos

Galápagos Equador

Antes mesmo de embarcar em um cruzeiro pelas ilhas, o turista que vai a Galápagos as boas-vindas da impressionante vida natural do arquipélago, celebrizado pelo pesquisador inglês Charles Darwin. No píer, o visitante já tem uma pequena amostra da diversidade animal que o espera. Fragatas exuberantes, com peito em vermelho vivo, sobrevoam o mar azul transparente enquanto mergulhões de patas azuis submergem em busca de peixes. Dezenas de leões-marinhos e seus filhotes brincam próximos dos barcos ancorados, completando a calorosa recepção.

O arquipélago de Galápagos - que fica no oceano Pacífico, a mil quilômetros do Equador - é a segunda maior reserva marinha do mundo, atrás apenas da Grande Barreira de Corais, na Austrália. Tudo em Galápagos é superlativo. Nas mais de 50 ilhas e ilhotas do arquipélago, o visitante pode observar mais de 152 espécies de pássaros e 28 espécies de répteis, entre elas as famosas tartarugas gigantes, além de um sem-número de peixes e mamíferos.

Muitos dos animais não são encontrados em nenhum outro lugar do planeta. Não foi só a diversidade animal que transformou Galápagos em uma meca para entusiasmados por história natural. As paisagens também são muito diferenciadas, fazendo com que cada pedaço seja único. Há ilhas de clima muito seco e vegetação que lembra o cerrado. Em outras, o turista tem a impressão de estar entrando em uma selva equatoriana. Algumas ilhotas são essencialmente vulcânicas e só têm vegetação rasteira.

Conhecida como o paraíso dos pássaros, a Ilha Genovesa tem uma paisagem impressionante: há milhares de anos, o mar invadiu a cratera de um vulcão, formando uma praia em círculo. O turista tem a oportunidade de observar cerca de 500 mil pássaros, sobrevoando a ilha ou andando tranqüilamente pelas praias. São fragatas, mergulhões de patas vermelhas, mascarados, gaivotas e garças, além dos tentilhões eternizados por Darwin.

Em cada ilha, é possível observar as particularidades que os animais foram desenvolvendo ao longo de milhares de anos. A iguana desenvolveu um método especial para se adaptar à vida marinha. O réptil aspira a água do mar, que passa por uma espécie de glândula de dessalinização, no meio dos olhos. Aí, a iguana "espirra" o sal e usa a água.

Os cactos opuntia de Galápagos também se adaptaram às condições locais. No arquipélago, eles chegam a dez metros de altura, muito mais altos do que os de outras regiões do mundo. Dessa maneira, as plantas conseguem se proteger das tartarugas e iguanas, que normalmente se alimentam de suas folhas e não conseguem comer o caule, mais duro.

O que torna os animais de Galápagos ainda mais peculiares é sua desenvoltura. "Nunca vi tantos animais diferentes em um lugar só. Eles chegam muito perto das pessoas", diz a turista americana Patricia Moore. "Eles simplesmente não têm medo de gente", complementa. É possível nadar juntinho com os leões-marinhos, boiar lado a lado com os pingüins e observar bem de perto enquanto os mergulhões alimentam seus filhotes.

"Os animais de Galápagos não se sentem ameaçados pelo homem", explica o guia Lobo Marchante. Para que isso não mude e os animais continuem protegidos, o Parque Nacional de Galápagos tem uma série de normas que o turista precisa cumprir à risca.

Para começar, todos precisam fazer os passeios acompanhados de um guia naturalista autorizado a trabalhar em Galápagos. Eles garantem que os turistas vão permanecer nos caminhos designados, onde não podem estragar ninhos ou causar outros problemas. Levar uma conchinha de lembrança, nem pensar. "De Galápagos, a única coisa que se tira são fotos", avisa Marchante. Não se pode aproximar muito dos ninhos e é estritamente proibido fumar por lá, para evitar incêndios.

Pode parecer exagerado, mas a conservação de Galápagos é assunto muito sério. Desde que os espanhóis chegaram às ilhas, em 1535, muitas espécies entraram em extinção. A tartaruga é a principal delas: eram 15 espécies e sobraram 12. Os piratas espanhóis e ingleses acabaram com boa parte dos répteis e dos leões-marinhos.

Hoje, o arquipélago tem 22 mil habitantes e recebe 70 mil visitantes por ano. Controlar a população das ilhas é uma das prioridades. Na Ilha de Isabela, a maior, as cabras trazidas pelos colonos quase acabaram com a população de tartarugas. Elas pisoteavam e comiam o musgo e os liquens da ilha, principal alimento das tartarugas.

Na Estação Científica de Darwin, pesquisadores estão encarregados de salvar as tartarugas da ameaça de extinção. Cientistas fazem a incubação dos ovos das tartarugas, que crescem em cativeiro e depois são repatriadas para seus hábitats numa tentativa de repovoar as ilhas. O turista que vai à estação poderá conhecer Jorge, o Solitário, uma tartaruga de mais de cem anos que é a última sobrevivente de sua espécie.

As ilhas Galápagos foram eternizadas pelo naturalista inglês Charles Robert Darwin em seu livro "A Origem das Espécies", publicado em 1859. Darwin era o naturalista a bordo do HMS Beagle e desembarcou nas ilhas em 1835, como parte de um roteiro de volta ao mundo. Ele passou apenas cinco semanas por lá. Ao contrário da crença popular, Darwin não teve uma epifania em Galápagos e de lá saiu correndo para escrever a obra-prima na qual postulou a teoria da evolução. Mas foi ali que começou a amadurecer suas idéias sobre como as espécies do mundo foram mudando.

Darwin ficou profundamente impressionado com a diversidade biológica das ilhas. O que mais chamou sua atenção foram as diferenças entre as espécies do continente sul-americano e as de Galápagos. As que ele viu no continente eram parecidas com os animais das ilhas, mas tinham várias características diferenciadas.

Ele começou a pensar que, de alguma maneira, esses animais tinham migrado do continente para as ilhas. Uma vez lá, ao colonizarem esse novo ecossistema, teriam dado origem a gerações mais adaptadas ao meio ambiente diferente. Como o naturalista destacou, Galápagos "é um pequeno mundo dentro de si mesmo... que parece nos aproximar de um grande fato - mistério dos mistérios - o aparecimento de novos seres nessa terra".

Voltou para a Inglaterra com as sementes do que viria a ser sua teoria. Em Galápagos, coletou passarinhos, plantas e besouros e levou para casa uma "quantidade impressionante de lixo", como disseram seus companheiros de bordo. Passaram-se quase 20 anos para que o naturalista amadurecesse seus pensamentos e apresentasse o estudo, em 1858.

Particularmente uns passarinhos um tanto sem graça, os tentilhões - hoje chamados tentilhões de Darwin - foram determinantes para o naturalista formular sua teoria evolucionista. Darwin calculou que havia 13 espécies diferentes de tentilhões em Galápagos.

Isolados geograficamente e sem competição de espécies semelhantes, os pássaros desenvolveram comportamento e características diferentes (principalmente o tamanho e o formato do bico) e cada espécie desenvolveu um nicho diferente de alimentação.

Os bicos eram adaptados para várias funções, tais como quebrar sementes, picar madeira ou sugar néctar das flores. Darwin chegou à conclusão de que os tentilhões evoluíram de uma única espécie vinda do continente e aí se ramificaram em várias espécies diferentes, adaptando-se aos ambientes diversos de cada ilha de Galápagos.

Observando os tentilhões e outras espécies, como o material que gruda nos cascos dos navios, Darwin alinhavou sua teoria, segundo a qual há uma luta constante por sobrevivência na natureza. As favoráveis são transmitidas aos descendentes e se espalham para toda a espécie, em gerações sucessivas. Esse processo foi batizado de seleção natural. Com o sucesso e a polêmica da teoria, Darwin, de quebra, colocou Galápagos no mapa como um extraordinário laboratório da evolução.

 

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Junto com a passagem aérea também é paga uma taxa que constará no comprovante de aquisição da passagem e que se refere a utilização dos aeroportos.

Você pode parcelar as suas passagens aéreas com cheques pré-datados, porém se você possuir um cartão de crédito saiba que a maioria das Cias Aéreas irá parcelar suas passagens sem juros, porém será necessário ter limite disponível para o valor integral das passagens aéreas mais as taxas.

Na Companhia Aérea ficam registrados todos os dados do passageiro, por isso quando é emitido um e-ticket, não é preciso levar a passagem aérea para embarcar no aeroporto, mas continua sendo necessário que o passageiro esteja portando seus documentos originais.

É mais difícil obter um bom desconto nas passagens aéreas durante a alta estação, por isso viaje na baixa temporada se pretende adquirir sua passagem aérea com os menores preços, ou procure organizar sua viagem com bastante antecedência.

Adquirir a passagem com bastante antecedência permite fazer uma boa economia, porque os descontos que as Cias Aéreas concedem nas passagens aéreas variam conforme a procura ou seja enquanto um vôo estiver vazio é possível obter um desconto maior e adquirir as passagens por um valor reduzido, paulatinamente conforme vão sendo vendidos os lugares as passagens para aquele vôo vão tendo seus descontos reduzidos. Os últimos passageiros a comprarem acabam pagando mais pela mesma passagem.

Se você preferir pode solicitar antecipadamente que sejam marcados os assentos para as suas passagens aéreas. Outra facilidade em relação a passagem é a solicitação de alimentação especial que também dever ser feita com antecedência, logo após a emissão das passagens aéreas pela Companhia.

Para maiores informações sobre outras necessidades especiais referentes as passagens aéreas poderão ser obtidas com os nossos atendentes e solicitadas logo após a aquisição da passagem.

         

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