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Buenos Aires Argentina
Dá até para se esquecer do frio quando se visita
Buenos Aires: são tantas as coisas a serem vistas, que a temperatura
acaba em segundo plano. Logo na saída do Aeroporto Ezeiza, as vias largas
e limpas impressionam, assim como a suntuosidade das construções.
Para conhecer a cidade, o mais indicado é caminhar ou
pegar táxi. As ruas são planas e é possível, sem percorrer grandes
distâncias, conhecer uma porção de atrações - principalmente para
quem se hospedar no centro ou no requintado bairro Recoleta, na zona Norte
da capital.
Se o tempo for curto ou a preguiça impedi-lo de andar,
o valor das corridas nos automóveis pretos e amarelos chega a ser
constrangedor de tão barato. Os taxímetros começam a rodar em 1,44 peso
(cerca de R$ 1,44). Como o cenário econômico anda instável, para
facilitar o cálculo pode-se considerar peso e real com valores
equivalentes. Além da moeda local, o dólar é aceito em qualquer
estabelecimento, até mesmo pelos vendedores de rua.
Entre os pontos de visita obrigatórios, o edifício do
Congresso Nacional e a Casa Rosada, no centro, são imperdíveis.
Aproveite e dê uma volta pela bela Plaza de Mayo. As praças são um
espetáculo à parte. Na Recoleta, a Plaza de Francia recebe, aos
sábados, mais de mil barracas com o melhor do artesanato argentino e
shows de artistas regionais. Crianças, jovens, adultos e idosos sentam-se
na grama para admirar os artistas, riem muito e divertem-se sem pagar um
centavo. Cultura de boa qualidade e de graça.
Em Buenos Aires, agradar a visão é fácil: a cidade
é deslumbrante. O tato sofre um pouco por causa do frio, mas o paladar,
definitivamente, não tem do que reclamar. No número 1.726 da avenida
Santa Fé, no Restaurante La Madeleine, por exemplo, pode-se comer crepes
inesquecíveis e bem servidos pagando de 10,99 pesos a 11,99 pesos.
O regionalíssimo bife de chorizo, em bons
restaurantes, custa entre 8 e 14 pesos. O Restaurante Pepe Pomo, na rua
Junín, 1.763, na Recoleta, serve a macia carne por 12 pesos. Sugestão:
antes de comer o bife, tempere-o. Na Argentina é comum servi-lo sem sal.
Para acompanhar, o vinho é a melhor pedida. Comparado com o que se paga
no Brasil, sai quase de graça. E leva vantagem ainda porque outras
bebidas, como refrigerante, são desproporcionalmente caras. A garrafa de
um bom tinto no Restaurante Central, em Palermo Hollywood (Costa Rica,
5644), sai por 12 pesos; a lata de refrigerante, no mesmo local, custa
3,50 pesos.
LIVROS - Apesar da crise econômica, os livros
mantiveram o status de primeira necessidade. Prova disso é a história de
uma das mais belas livrarias de Buenos Aires, a El Ateneo, localizada na
avenida Santa Fé, 1.860. Inaugurada em fevereiro de 2000, firmou-se em
meio à recessão, ganhou uma fiel clientela e é destino cultural
obrigatório. São cinco andares: quatro com livros e o último com
quadros pintados por artistas nativos.
FUTEBOL - O Museo de La Pasión Boquense consegue
agradar até quem não entende muito do tema: há vídeos de partidas
históricas, gols, fotos lembrando títulos e ex-jogadores e um painel
gigantesco em homenagem a Diego Maradona. O espaço fica dentro do
Estádio La Bombonera, no pitoresco bairro de La Boca, com casas coloridas
e ruas famosas, como El Caminito, onde pessoas de todas as nacionalidades
se esbaldam com as lojinhas de presentes e artesanatos.
O primeiro impacto para o turista na capital argentina
é a mudança no relógio biológico. A vida noturna esquenta somente
depois das 3 horas - e segue, fácil, até as 7 horas. Não por acaso,
feiras e outras atrações só começam a funcionar depois do meio-dia. É
desgastante, mas vale a pena.
O bairro da Recoleta, na zona Norte, é uma boa opção
em qualquer hora. A rua Junín, durante o dia, tem restaurantes para todos
os gostos e, à noite, o destaque é a boate Sahara, com decoração
egípcia e diversão garantida. São três andares tocando desde rock e
música eletrônica ao mais autêntico axé baiano. O preço, para os
padrões brasileiros, não é alto: a entrada custa 20 pesos.
Caso o turista não esteja à procura de refeições
mais caprichadas, mas apenas de um local para bater papo, os cafés são
perfeitos. Existem aos montes, um em cada esquina, praticamente. O café
expresso pequeno custa de 1,50 a 3 pesos, em média. Já um cappuccino
pequeno tem preços entre 2 e 4 pesos.
Como alternativa à Recoleta, o imenso bairro de
Palermo surge como boa opção. Conhecida como Palermo Hollywood por causa
do estabelecimento de canais e produtoras de televisão locais, a região
se desenvolveu economicamente e é o novo point portenho. Para lá
converge grande parte da juventude endinheirada.
Além de grandes shopping centers, bares estilosos e de
cafés aconchegantes, Palermo Hollywood conta com restaurantes para todos
os gostos. É o caso, por exemplo, do Central, situado na rua Costa Rica,
5.644. A casa pode ser considerada ideal para tomar um bom vinho e
degustar pratos da cozinha tradicional argentina. Acredite: come-se bem
desembolsando menos de 30 pesos. E com a bebida incluída.
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