O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Galeão
– Antonio Carlos Jobim é o maior aeroporto da cidade do Rio de
Janeiro. Está localizado na Ilha do Governador, zona norte do
município, a aproximadamente 20 km do Centro.
Com uma área de 17,88 km², é a atual porta de
entrada de todos os vôos internacionais e nacionais que servem o Rio de
Janeiro, exceto vôos da ponte aérea e aqueles que partem de e para
cidades do interior do estado. Possui dois terminais de passageiros
(TPS1 e TPS2), com capacidade para 7 milhões e 8 milhões de
passageiros, respectivamente, totalizando 171 balcões de check-in,
operando 24 horas por dia.
Dispõe de 53 posições de estacionamento de
aeronaves, sendo 23 com pontes de embarque. O aeroporto ainda é servido
de um terminal de carga aérea, além de possuir a Base Aérea do
Galeão situada em seu perímetro.
Vista do aeroporto de outro ânguloO Plano Diretor do
aeroporto prevê a construção de mais dois terminais de passageiros
(TPS3 e TPS4) além de uma nova pista, paralela à atual pista 10/28,
porém em menor comprimento.
No dia 5 de janeiro de 1999, uma lei federal alterou
a denominação do aeroporto[1], em homenagem ao músico e compositor
Antonio Carlos Jobim, falecido em 1994.
Em 29 de agosto de 2004, foram transferidos todos os
vôos, exceto a ponte-aérea Rio-São Paulo e voos regionais, do
Aeroporto Santos-Dumont para o Galeão[2], objetivando proporcionar
maior conforto aos passageiros. O Santos-Dumont, com capacidade para 2
milhões de passageiros/ano, atendia aproximadamente 5,3 milhões, sendo
que o Galeão, possuindo uma capacidade de até 15 milhões, atendia uma
demanda de apenas 5 milhões de passageiros/ano.
No dia 3 de maio de 2007, a United Airlines divulgou
o início de um vôo sem escalas entre a capital fluminense e
Washington[3], previsto para o dia 29 de outubro de 2007, com duração
até o dia 28 de março de 2008.
A história do aeroporto, na Ilha do Governador, como
base de antiga aviação naval, começa em 1924 com a instalação da
escola de aviação. Fundada em 1916, a Escola de Aviação Naval teve
suas primeiras instalações na Ilha das Enxadas, em 1924,
posteriormente transferidas para local mais amplo na vizinha Ponta do
Galeão. Ali surgiram hangares, oficinas, quartéis, alojamentos de
oficiais e praças, além da primeira Fábrica Nacional de Aviões, que
produziu em série o primeiro modelo brasileiro, os Muniz 5, 7 e 9.
Ainda no Galeão, outras indústrias aeronáuticas
produziam, sob contrato com entidades estrangeiras como a Foker
holandesa e a Wulf alemã, aviões para aviação civil e militar.
Também do Galeão saíram os primeiros Correios Aéreos Navais, em
1935.
A partir de 1945, o Galeão passou a ser,
oficialmente, Aeroporto Internacional, uma vez que os antigos
Hidroaviões da Pan American e da Condor, além de outras companhias,
foram pouco a pouco substituídos nas rotas internacionais por aviões
maiores, dotados de rodas, que precisavam de pistas em terra para pouso
e decolagem. Os antigos “hidros” Sirorskys ou Junkers J-52, entre
outros, cederam lugar aos Douglas DC-3 e DC–4 e Constelations da
Lockheed. Houve uma “estação de hidros”, ao lado do Aeroporto
Santos Dumont, inaugurada em 1936, projetada pelo célebre arquiteto
brasileiro Atílio C. Lima. Foi um dos primeiros prédios
conceitualmente modernos construídos no Brasil.
Desde os anos da Segunda Guerra Mundial, o Galeão
foi, além de movimentada base aérea da Força Aérea Brasileira, campo
de pouso para aviões internacionais. Naquela época o acesso ao
aeroporto fazia-se através de lancha, desde a estação de hidros até
a ponte de desembarque do Galeão, de onde os passageiros seguiam até a
aeronave em ônibus, pois não existia uma estação de passageiros.
A recepção continuou precária até 1950, quando o
local para embarque e desembarque transferiu-se para o ouro lado da
base, onde hoje funcionam escritórios de companhias cargueiras. Esse
terminal, com diversas ampliações ao longo dos anos, foi substituído
pelo atual Terminal de Passageiros Número 1, que agregou o que de mais
atual havia na época de sua inauguração, em 20 de janeiro de 1977.
Como reflexo do impetuoso crescimento da aviação
comercial do Brasil em 1992, com vistas a grande afluência prevista na
ECO 92, foram reformadas todas as instalações do Terminal 1. Essa
ampliação, que aumentou a capacidade desse terminal para sete milhões
de passageiros ao ano, coincidiu com o início das obras do Terminal 2.
Esse novo terminal, um dos mais modernos da América Latina, com
capacidade de atender oito milhões de passageiros ao ano, foi
inaugurado em 20 de julho de 1999, mais que duplicando a capacidade do
Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
Depois de durante anos ter amargado uma estagnação
com a perda de vôos domésticos para o Aeroporto Santos Dumont (SDU) e
internacionais para São Paulo (GRU), desde o fim de 2004 o Aeroporto
Internacional do Rio de Janeiro vem recuperando gradualmente sua
importância no cenário nacional com a volta dos vôos domésticos e de
alguns vôos internacionais como o Rio-Atlanta (Delta), Rio-Porto (TAP),
Rio-Santiago (Lan) e o incremento nas operações com o início de vôos
para o Panamá (Copa).
Para 2007 estão previstos o inicio de mais
operações para Paris, com mais 2 vôos diários por parte da TAM e da
Air France.