O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos –
Governador André Franco Montoro, conhecido também por Aeroporto
Internacional de Cumbica (IATA: GRU, ICAO: SBGR) é o principal e o
segundo mais movimentado aeroporto do Brasil, localizado na cidade de
Guarulhos, no bairro de Cumbica, distante 25 quilômetros do centro de
São Paulo, principal metrópole que o aeroporto serve.
Sendo um hub na América do Sul[1], Guarulhos é o
aeroporto com maior movimento internacional do Brasil e o segundo em
tráfego total de passageiros, somente ficando atrás do Aeroporto de
Congonhas.[2] No transporte de carga, é o maior da América Latina e
ocupa a 37ª posição entre os mais movimentados do mundo.[3]
Com uma área de 14 km², dos quais 5 km² é área
urbanizada, o complexo aeroportuário conta com um sistema de acesso
viário próprio. A Rodovia Helio Smidt se estende por parte do
perímetro do aeroporto, tendo ligação com as rodovias Presidente
Dutra e Ayrton Senna.
Toda estrutura para passageiros é dividida em dois
terminais (TPS1 e TPS2) com 260 balcões de check-in, onde as atividades
operacionais funcionam 24 horas por dia. Operam 37 companhias aéreas
nacionais e internacionais, voando para 23 países em mais de 100
cidades do Brasil e do mundo.
A Air China é a mais nova empresa a iniciar
atividades no aeroporto, em 10 de dezembro de 2006, com freqüências
para Pequim com escala técnica em Madri. A Webjet é a companhia que
mais recentemente deixou de operar no aeroporto, devido à mudança de
planejamento em suas rotas. No ano de 2007, a Emirates dos Emirados
Árabes Unidos vai iniciar suas atividades em Guarulhos.[4] A Qatar
Airways do Catar adiou a estréia de sua rota para São Paulo do
primeiro semestre de 2007, para o primeiro semestre de 2008 em razão da
questão de aeronaves.[5]
No Plano Diretor do aeroporto está prevista a
construção de mais dois terminais de passageiros (TPS 3, TPS 4) e uma
terceira pista adicional às duas já existes, atingindo a capacidade
máxima de expansão para processamento de vôos, passageiros e carga.
Em 28 de novembro de 2001 uma lei federal alterou a
denominação do aeroporto[6] em homenagem ao ex-governador do estado de
São Paulo, André Franco Montoro, falecido em 1999. No entanto, o nome
oficial não é habitualmente usado pela população, que resiste e
prefere se referir a ele como Aeroporto de Guarulhos ou simplesmente
Cumbica.
Após o acidente com vôo TAM 3054, em 17 de julho de
2007, parte dos vôos do Aeroporto de Congonhas foi transferida para
Guarulhos, o que certamente o tornará o mais movimentado do Brasil.
A história do aeroporto metropolitano de São Paulo,
como era chamado na época, remete a 1947, quando o Aeroporto de
Congonhas, erguido em meados da década de 1930, registrou um movimento
surpreendentemente alto para sua capacidade operacional de passageiros e
carga. Para tanto, o então secretário de Viação e Obras Públicas do
estado nomeia em 1951 uma comissão a fim levantar as possíveis áreas
capazes de receber um aeroporto. São identificadas e catalogadas 23 e a
escolha recaiu sobre o antigo distrito de Santo Ângelo, atual
Jundiapeba, na cidade de Moji das Cruzes, mas nada de fato foi
realizado.[7]
A partir da década de 1960 políticas voltadas à
industrialização do país, promovidas pelo presidente Juscelino
Kubitschek, forçavam o processo de criação de uma infra-estrutura
aeroportuária que motivasse a implantação de empresas nacionais e
multinacionais, condições ideais ao desenvolvimento econômico naquele
período.
O surgimento de aviões de grande porte que exigiam
mais comprimento de pista como o Boeing 707, considerado pioneiro na
aviação comercial a jato, motivou várias reformas no antigo Campo de
Aviação de Viracopos, em Campinas, transformando-o em 1960 no
Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas com 3240 metros de pista.
Limitadas ficaram as pistas de Congonhas, capazes apenas de receber
vôos domésticos e alguns poucos internacionais procedentes da América
do Sul.
Diante dos desafios do crescimento nacional o
Ministério da Aeronáutica em 6 de junho de 1967 promove através de
uma portaria a criação da Comissão Coordenadora do Projeto Aeroporto
Internacional (CCPAI), presidida pelo tenente-brigadeiro e futuro
ministro da Aeronáutica Araripe Macedo.[8]. Esta comissão tinha por
finalidade conceber as diretrizes de implantação de uma nova
infra-estrutura aeroportuária, já que a aviação comercial a jato
impunha transformações que não poderiam ser resolvidas com simples
adaptações. A CCPAI confiou os estudos à empresa brasileira
Hidroservice, consorciada às canadenses Acres e Parkin. Entre as
várias conclusões deste estudo, destacou-se que o Rio de Janeiro teria
um potencial de tráfego de passageiros de fato maior em relação a
São Paulo, devido à metrópole oferecer melhores condições
econômicas de operação das aeronaves. Na época, as duas cidades
sozinhas concentravam 55% do tráfego aéreo doméstico e 90% do
tráfego internacional do país. Diante disso, ficou claro que era
importante a construção de dois aeroportos internacionais em ambas as
cidades e o Rio de Janeiro sediaria o principal complexo aeroportuário
internacional do Brasil.
Dos locais estudados, a Base Aérea do Galeão no Rio
de Janeiro e a Base Aérea de São Paulo eram os que ofereciam o melhor
conjunto de vantagens, pois naquele período para o Governo Militar era
mais adequado aliar os interesses da aviação comercial e militar. O
novo Aeroporto de São Paulo/Guarulhos deveria ser, portanto, implantado
o mais breve possível, a fim de possibilitar o pleno desenvolvimento
econômico-operacional do principal aeroporto internacional do Brasil.
Embora o estudo reconhecesse que o aeroporto de
Campinas possuía excelentes condições meteorológicas e
topográficas, não se podia desconsiderar a distância de 95 kms de
São Paulo, o que representava uma séria restrição ao conforto dos
usuários e a agravante crise do petróleo na época. A viagem de
ônibus ou de carro levaria em torno de 2 horas, enquanto que para
Cumbica levaria 30 minutos. Também foram realizados estudos de
viabilidade para a construção de uma ferrovia para trens de alta
velocidade, porém o investimento na época se demonstrou inviável,
pois não haveria densidade de tráfego suficiente para justificá-lo.
Tal perspectiva hoje foi revista e o projeto do Expresso Bandeirantes
está em andamento.
Serra da Cantareira vista do alto da torre de
controle do aeroporto.As obras para construção do Aeroporto
Internacional do Rio de Janeiro iniciaram-se após aprovação do estudo
feito pela comissão e inaugurado em 20 de janeiro de 1977. Mas
diferente do que ocorreu no Rio de Janeiro, em São Paulo o Ministério
da Aeronáutica avaliou ser fundamental envolver o Governo do Estado. Em
4 de maio de 1976 o então governador Paulo Egídio Martins firma um
acordo onde todas as etapas de implantação do novo aeroporto - da
escolha do lugar à construção - o estado de São Paulo seria
responsável. Também ficou acordado que as obras seriam financiadas
pelo Ministério da Aeronáutica (55%) e Governo do Estado de São Paulo
(45%). Mas desde a primeira etapa, a escolha do local onde seria erguido
o aeroporto, o assunto mostrou-se polêmico.
Dessa vez, Campinas estava certa para abrigar o
aeroporto, mas Paulo Egídio decide que era preciso re-examinar a
escolha, pois ele considerava que a região estava urbanizada demais.
Novos estudos e levantamentos realizados indicavam que a cidade de
Ibiúna abrigava as condições ideais. Em 15 de setembro de 1975, Paulo
Egídio assina um decreto declarando de utilidade pública para fins de
desapropriação cerca de 60 km² de áreas de terra em Ibiúna.[9]. Mas
uma série de disputas envolvendo a escolha da região iniciaram-se, que
só foram amenizadas em 7 de março de 1977, onde Paulo Egídio agora
decretava que uma nova área de 60 km² situada em Caucaia do Alto,
distrito da cidade de Cotia sediaria o aeroporto. Isso foi o estopim
para que protestos iniciassem. A Reserva Florestal do Morro Grande, em
Caucaia, um dos últimos vestígios da Mata Atlântica, seria
parcialmente desmatada. Surgiu a Comissão de Defesa do Patrimônio da
Comunidade, reunindo quase setenta entidades preocupadas com o meio
ambiente. O governo prometeu re-florestar a região, argumentou os
benefícios do novo terminal, levantou fundos na França para a obra,
mas ela não saiu do papel.
O Governo Federal defendia a opção por Guarulhos,
pois pesava o fato de o Ministério da Aeronáutica ter doado 10 km² de
terras pertencentes a Base Aérea de São Paulo para construção do
complexo aeroportuário, pois a escolha de qualquer outro lugar
acarretaria grandes custos com desapropriações, colocando em risco a
viabilidade do projeto. Por outro lado, uma corrente defendia que era
inviável a construção do aeroporto no sítio de Cumbica, devido aos
constantes nevoeiros na região que já afetava as operações da Base
Aérea. Tal fenômeno ocorre devido a proximidade da Serra da Cantareira
e de várias áreas alagadas pelo rio Baquirivu-Guaçu.
A decisão da construção do novo aeroporto foi
tomada no mandato do presidente Ernesto Geisel, mas a elaboração do
projeto ficou para o próximo governo. Ao assumir o posto do antigo
presidente, João Figueiredo - último presidente do regime militar -
manteve o ministro da Aeronáutica, brigadeiro Délio Jardim de Matos, e
colocou-o a frente da administração da obra.
Paulo Maluf, eleito então governador do estado
naquele mesmo ano de 1979, junto com o presidente Figueiredo, inicia uma
série de discussões com o ministro da Aeronáutica, onde defendia que
São Paulo não teria condições financeiras de arcar com sua parte no
projeto. No final, o acordo que tinha sido firmado anteriormente em
1976, não pode ser cumprido e a Aeronáutica arcou 92% dos recursos e o
estado com o restante do investimento.
Na época, o prefeito de Guarulhos, Néfi Tales,
reivindicada ao ministro da Aeronáutica um plebiscito entre os
moradores da cidade. Era certo que os guarulhenses não queriam o novo
Aeroporto Metropolitano em sua cidade, mas nada mais podia ser feito. De
23 de setembro de 1974 à 15 de dezembro de 1982, cinco decretos
estaduais declaram de utilidade pública para desapropriação várias
áreas para construção do aeroporto. Em 28 de janeiro de 1983, um novo
decreto autoriza a desapropriação de pouco mais de 44 mil metros
quadrados em Nova Bonsucesso, na cidade de Guarulhos, para instalação
de equipamentos de rádio navegação para pista 27 e em 7 de outubro do
mesmo ano, outro decreto autoriza a desapropriação de pouco mais de 2
mil metros quadrados para instalação de equipamentos de rádio
navegação para pista 09, na Vila Izabel, distrito de Tucuruvi, na
cidade de São Paulo.
O aeroporto é um dos três únicos no Brasil que
possui Sistema de Luzes de Aproximação Categoria 2.Em 30 de maio de
1979, é criada pelo Ministério da Aeronáutica a Comissão
Coordenadora do Projeto Sistema Aeroportuário da Área Terminal de São
Paulo (COPASP). Além da finalidade de organizar o planejamento do novo
aeroporto e concretizar sua construção, esta comissão tinha o
objetivo de estudar, projetar e construir um sistema aeroportuário que
envolve-se toda Grande São Paulo, conforme já ocorria em outras
metrópoles com intenso tráfego aéreo, como Nova Iorque, Paris,
Londres e Washington. O sistema seria constituído pelos aeroportos de
Congonhas, Viracopos, Campo de Marte e Santos. A COPASP desenvolvia
estudos que enfocavam a demanda de transporte aéreo para a região, a
subdivisão do tráfego pelos diferentes aeroportos que compõem a
área, além de questões relativas a necessidade de desapropriação de
áreas para implantação dos empreendimentos propostos.
O Plano Diretor do Aeroporto Internacional de São
Paulo/Guarulhos foi elaborado pela empresa IESA (Internacional de
Engenharia S/A) entre agosto de 1980 e janeiro de 1981, sendo aprovado
em 1983. O projeto foi concebido para que o aeroporto pudesse atender a
demanda de vôos domésticos da Grande São Paulo, com exceção da
Ponte Aérea Rio-São Paulo; de vôos internacionais procedentes da
América do Sul; além de servir de alternativa ao Aeroporto de
Viracopos.
Para receber a demanda prevista até o ano 1998, o
aeroporto deveria ter no mínimo duas pistas paralelas e independentes,
com distância não inferior a 1310 metros entre elas, permitido
funcionarem simultaneamente, e um terminal de passageiros situado entre
essas pistas, estrutura semelhante a hoje do Aeroporto Internacional de
Brasília. Mas devido às características do terreno e pelas
dificuldades de uma futura ampliação, em função da necessidade de
desapropriações em áreas povoadas, a alternativa selecionada
combinava duas pistas paralelas e dependentes, ou seja, não poderiam
operar simultaneamente, distanciadas 375 metros entre si, com 3000
metros e 3500 metros de comprimento, e uma terceira pista de 2025 m
situada a norte das pistas, a 1375 metros da pista mais próxima. Esta
configuração permitia esgotar a capacidade da área disponível, sem
interferir com a operação da Base Aérea de São Paulo.
As duas pistas mais longas seriam suficientes para
atender a demanda até 1998, ficando a terceira pista como uma opção
quando o movimento começasse a se aproximar do limite da capacidade
destas duas pistas. Em função de seu afastamento, a terceira pista
apresentaria características de total independência em relação às
demais, possibilitando um aumento da capacidade anual de operação do
aeroporto para 450 mil pousos e decolagens.
A proposta final consistia em quatro terminais de
passageiros, interligados dois a dois e dispostos lado a lado. Segundo o
Plano Diretor, na etapa inicial de construção, apenas dois terminais
de passageiros seriam construídos (TPS1 e TPS2), um para atender apenas
aos vôos domésticos e outro, simultaneamente, aos vôos domésticos e
internacionais. No ano de 1998, quando os quatro terminais estivessem
edificados, dois terminais e meio atenderiam aos vôos domésticos e um
e meio aos internacionais, ficando claro que o aeroporto focaria a
demanda de vôos domésticos.
Mas diante do aumento do movimento de passageiros e
aeronaves acima do previsto, pois o aeroporto não tinha sido projetado
para ser o principal do Brasil, um novo Plano Diretor foi desenvolvido
pela empresa Engevix Engenharia. No plano original, os quatro terminais
previstos estariam projetados para receber 7,5 milhões de passageiros
por ano cada um. O novo projeto dimensionou os novos terminais 3 e 4 de
maneira que eles pudessem movimentar doze milhões de passageiros cada.
As obras para construção da primeira etapa do
aeroporto, que consistia numa pista de pouso e decolagem com 3 mil
metros de extensão e um terminal capaz de atender 7,5 milhões de
passageiros por ano, foram iniciadas em 11 de agosto de 1980, quando foi
dada a ordem de serviço. O consórcio ganhador da licitação oferecida
pela COPASP foi formado pelas empresas Camargo Corrêa e Constran. O
prazo de 600 dias úteis, ou seja, dois anos e meio, foi dado para
conclusão das obras de terraplanagem, drenagem e pavimentação de
pistas, pátios, vias de acesso e de serviço, mobilizando uma verba de
4 trilhões, 602 milhões, 233 mil e 537 cruzeiros, ou cerca de 82,5
milhões de dólares na época.
Uma série de atrasos na obra contribuiu para que a
primeira fase demora-se o dobro de tempo previsto para ser concluída,
ou seja, 5 anos. Em agosto de 1984, quatro meses antes da inauguração,
a Infraero abriu centenas vagas de empregos aos guarulhenses.
Nessa primeira fase, o novo complexo aeroportuário
recebia apenas vôos internacionais, começando a receber vôos
domésticos a partir de agosto do mesmo ano da inauguração.
A segunda pista foi inaugurada em 1989, com 3500 m,
que mais tarde foi ampliada para 3700 m[11]. O Terminal 2 foi
construído em quatro etapas, a primeira concluída em dezembro de 1991
e a última em julho de 1993.
Ao longo dos anos, algumas reformas foram realizadas
como a ampliação das salas de embarque dos terminais 1 e 2, elevando a
capacidade de processamento de passageiros anual de cada terminal de 7,5
milhões para 8,25 milhões, conseqüentemente aumentando o número de
posições de estacionamento de aeronaves e pontes de embarque. A
construção de uma conexão entre os terminais 1 e 2, exclusiva para
passageiros em conexão entre vôos domésticos e internacionais,
também foi feita.
Atualmente estão sendo realizadas obras de
adequação, ampliação e revitalização do sistema de pátios e
pistas, recuperação e revitalização do sistema de macrodrenagem,
implantação do sistema separador de água/óleo e revitalização do
sistema viário, tudo com previsão de conclusão para setembro de 2009.
Nessa obra, destaca-se a reforma numa das pistas do
aeroporto e construção de um pátio remoto que vai ampliar os atuais
100 boxes de estacionamento para 122.[12].
A atual torre de controle do aeroporto sofreu uma
severa reforma que foi concluída em 2004. Durante o período que
compreenderam as melhorias, o controle de tráfego aéreo do aeroporto
foi transferido para uma sala no prédio administrativo do aeroporto, no
anexo do Terminal 1 e 2, fronte ao pátio de estacionamento de aeronaves
H.
Entre as melhorias de infra-estrutura, como um
segundo elevador de acesso ao alto da torre, todos os equipamentos de
controle foram trocados por moderníssimos sistemas digitais que
tornaram dispensáveis o uso de papel ou qualquer outra ferramenta além
de computadores. O controle de planos de vôos, comunicação, informes
meteorológicos, iluminação de pistas e auxílios a navegação
aérea, são realizadas diretamente em computadores com telas sensíveis
ao toque.
Além de ser a segunda torre de controle de aeroporto
mais moderna do mundo, é a mais moderna da América Latina, servindo de
base para testes de equipamentos que serão instalados futuramente na
modernização de aeroportos brasileiros.[13]
Prevista para já estar operando desde 1998, a
terceira pista tem comprimento previsto de 1800 metros, em uma área que
possibilita uma eventual futura ampliação de 200 metros para cada
lado. A princípio, este comprimento parece pequeno quando comparado às
demais pistas, mas deve ser ressaltado que a terceira pista será
utilizada preferencialmente para pousos, que requer um comprimento de
pista menor do que as decolagens, e para aeronaves de porte pequeno e
médio. Em junho de 2001, o Conselho de Administração da Infraero
aprovou o projeto da terceira pista, mas a sua construção ainda
continua sem previsão de início.[11]
Segundo levantamentos, hoje a construção atingiria
5,5 mil famílias nos bairros guarulhenses de Jardim dos
Eucaliptos/Malvinas, Jardim Novo Portugal, Cidade Seródio, Haroldo
Veloso, Jardim Santa Lídia, Jardim Marilena e Jardim Planalto.[14] As
obras não fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento e,
portanto, deverão vir de recursos próprios da estatal que administra
os aeroportos brasileiros.[15]
Após o acidente com vôo TAM 3054, em 17 de julho de
2007, a discussão para construção da terceira pista foi reacesa. A
Infraero definiu que até o final do mês de setembro de 2007 terá uma
definição se construirá a pista ou não.
Em julho de 2001, o Conselho de Administração da
Infraero, na gestão de Fernando Perroni, aprovou o projeto da
construção do novo terminal. Em novembro do mesmo ano, o governador
Geraldo Alckmin assinou um convênio para o repasse das verbas de
desapropriação numa área de 1,4 km² no entorno do aeroporto.[16] Na
época, a previsão total de conclusão das obras era para 2008, mas em
2005 estimava-se que metade do novo terminal já estivesse em
operação. As obras deveriam começar no início do ano de 2002.
Em 16 de janeiro de 2002, um decreto declarou de
utilidade pública para fins de desapropriação uma área de 995,9 mil
m², numa redução de pouco mais de 400 mil m² em relação as
pespectivas anteriores.[17] A medida de desapropriação foi
necessária, pois parte da área que foi reservada para ampliação foi
povoada por ocupações regulares e irregulares. A previsão era que em
4 meses os moradores seriam retirados e indenizados.
Até 2003, o edital de licitação ainda não tinha
sido anunciado. A Infraero informava que até 10 de abril de 2003 seria
o prazo para sua publicação.[18] Até então, a obra estava orçada em
321 milhões de reais. Finalmente em 30 de setembro de 2003 o edital
sai, mas agora com custo estimado de 936 milhões de reais. O documento
informava que os consórcios concorrentes para o projeto somente
poderiam ser formados por duas empresas, com a obrigatoriedade de terem
suas sedes instaladas no país. Estimava-se agora que a obra inicia-se
em 2004 e seria concluída em 2009.[19]
Na manhã de 10 de janeiro de 2005, em audiência com
Geraldo Alckmin, o então presidente da Infraero, Carlos Wilson,
informou que a estatal condicionará a ampliação de Cumbica à
construção de uma ligação férrea até aeroporto, pois somente o
acesso por meio rodoviário existente, não teria condição de atender
a nova demanda de passageiros. O projeto do Expresso Aeroporto foi
então iniciado.[20]
Um ano se passa, e o valor total da obra pula para
1,126 bilhão de reais. Uma análise feita pelo Tribunal de Contas da
União em 4 de janeiro de 2006 apontou que os preços de serviços e
equipamentos estavam excessivamente elevados.[21] Uma revisão
orçamentária foi realizada e apontou uma redução total de 131,8
milhões de reais nos gastos. O TCU determinou a suspensão da
licitação e a Infraero publicou um aviso de adiamento em 8 de março
de 2006, sem data prevista para sua retomada.
Em 6 de junho de 2006, o decreto de 2002 teve de ser
republicado pelo governador Cláudio Lembo para não perder a
validade.[22] Em setembro, o Tribunal de Contas da União autorizou a
retomada do processo de licitação, mediante a revisão dos valores. A
Infraero pretende relançar o edital em meados de 2007[23], mas ainda
não dispõe de licença ambiental para o início das obras.
Em 12 de junho de 2007, um novo decreto assinado pelo
governador José Serra redefiniu as áreas de desapropriação para
construção do TPS3. [24] A obra fazendo parte do Programa de
Aceleração do Crescimento, é a mais cara do orçamento para
investimento na mordenização dos 20 principais aeroportos
brasileiros.[25] A última previsão é que estaria pronto em 2010 e
entraria em plena capacidade em 2015.
De acordo com o primeiro Plano Diretor, este terminal
já deveria estar operando junto com o Terminal 3 em 1998 e teria
capacidade de processamento de 7,5 milhões de passageiros/ano. Mas com
a elaboração do novo projeto de ampliação, essa unidade do complexo
aeroportuário foi dimensionada para atender 12 milhões de passageiros
por ano, ou seja, terá as mesmas características do Terminal 3. Tem
com inauguração prevista para o ano 2020, onde entraria em plena
capacidade em 2025.
O Terminal Satélite que pode ser considerado apenas
uma sala de embarque, foi incorporado ao plano de desenvolvimento do
novo Plano Diretor. Semelhante ao existente no Aeroporto Internacional
de Brasília, terá capacidade para até 10 aeronaves de grande porte,
que ficarão estacionadas ao redor da edificação, isolada dos
terminais principais. O acesso pelos passageiros será feito por meio
terrestre, através de ônibus ou um conector subterrâneo.
O acesso se dá através da Rodovia Presidente Dutra
ou Ayrton Senna se tem acesso a Rodovia Helio Smidt. Os moradores de
Guarulhos tem acesso a rodovia do aeroporto através da Avenida Monteiro
Lobato.
Ônibus do serviço Airport Bus Service operado pelo
consórcio Internorte-Pássaro Marron.O serviço de linhas Airport Bus
Service administrado pela EMTU do estado de São Paulo é operado pelo
consórcio Internorte-Pássaro Marron, oferecendo transporte entre o
Aeroporto de Guarulhos ao Aeroporto Internacional de Congonhas/São
Paulo, Terminal Rodoviário do Tietê, Terminal Rodoviário da Barra
Funda, Itaim Bibi, Praça da República, Metrô Tatuapé e circuito dos
hotéis da Avenida Paulista e Rua Augusta.
A empresa Expresso Brasileiro têm freqüências
diárias entre o aeroporto e as cidades de Santos e São Vicente. A
Caprioli Turismo liga Cumbica a cidade de Campinas diariamente. Entre
São José dos Campos, a empresa Pássaro Marron dispõe de ônibus
quase de hora em hora.
Cinco linhas municipais de Guarulhos tem paradas no
aeroporto, sendo que duas da empresa E.O. Guarulhos fazem ligação
direta do centro da cidade e da Base Aérea de São Paulo.
Uma interligação por trilhos do aeroporto ao centro
de São Paulo está em projeto através de uma Parceria Público-Privada
proposta pela CPTM. Após a análise dos estudos e a definição das
diretrizes dessa PPP, a CPTM realizará as Audiências Públicas e
preparará o edital de licitação, com previsão de publicação em
2007. A assinatura do contrato está prevista para ocorrer em 2008 e o
início da operação deverá ocorrer em 2010.
Além dos táxis comuns, a Guarucoop, uma cooperativa
de taxistas, tem concessão da Infraero para operar com exclusividade as
faixas para táxi do aeroporto. Os serviços oferecidos são tabelados,
motoristas e recepcionistas bilíngües e a frota conta com mais de 650
veículos, todos com quatro portas e ar-condicionado.